quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Casimiro de Abreu - Poeta da terrinha

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida, 
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras, 
Debaixo dos laranjais!


Lendo o poema dá até saudades mesmo! Quando somos crianças, a maioria de nossas preocupações, é do que e com quem vamos brincar! Já quando adultos...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

domingo, 27 de janeiro de 2013

O Amor por Fernando Pessoa


O Amor

O amor, quando se revela,
 Não se sabe revelar.
 Sabe bem olhar pra ela,
 Mas não lhe sabe falar.

 Quem quer dizer o que sente
 Não sabe o que há de dizer.
 Fala: parece que mente
 Cala: parece esquecer.

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Para saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala
Quem quer dizer quanto, sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

 Mas se isto puder contar-lhe
 O que não lhe ouso contar,
 Já não terei que falar-lhe
 Porque lhe estou a falar...
Fernando Pessoa


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Classic Rock

A revista Classic Rock postou lista das 100 melhores músicas de rock de todos os tempos. Lista é lista... O whiplash.net reproduziu  e obviamente tem coisas que concordo, outras que de jeito nenhum... aliás, nenhuma lista jamais foi ou será unanimidade entre os fãs e colecionadores. No meu ponto de vista, e lendo a lista completa, penso que mesmo os artistas citados têm músicas melhores que as lembradas. Querem um exemplo? Bruce Springsteen tá na lista com Thunder Road. Ok, linda a canção, mas o "Boss" têm canções mais marcantes. O mesmo vale para mim quanto à música dos Stones que foi eleita. Honestamente, não consigo compreender o que Def Leppard e Bon Jovi fazem em uma lista dos 100 melhores rocks de todos os tempos. Até gosto de ambas as bandas, mas pra lista de melhores não dá...The Darkness eu nem comento a presença... e por aí vai (Radiohead ?! Entre as 100 melhores canções de rock?? Colocaria Fake Plastic Trees ou No Surprises entre as 1.000 melhores baladas, talvez...). Mas como eu disse, lista é lista e o que vale é mesmo a discussão, o que de qualquer forma nos deixa felizes, afinal nada melhor do que falar sobre o nosso bom, velho e amado rock'n roll.

P.Aujor
                                                                 (Sério? Entre os 100 melhores rocks de todos os tempos?)

Machado de Assis - A Macieira


"Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados... Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore."

O que pensar sobre este poema?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Os Clássicos Universais


Fazendo uma pesquisa sobre os livros considerados “os clássicos universais” fiquei surpresa por existirem tantas possibilidades. O que se define por leitura clássica, são obras que influenciaram a cultura do mundo ao longo dos tempos, as que obtiveram destaque, cada uma em sua época. Estão listadas em universidades como livros de leitura básica por todos os continentes. Desde a literatura greco-romana, literatura oriental, Índia, China, Japão, temos os clássicos da Idade Média e Renascença, Clássicos da pós-Renascença, incluindo literaturas da Alemanha, França e Rússia. Literaturas da língua inglesa e língua portuguesa (Brasil e Portugal), sendo que ainda devem existir mais.
Para que não façamos um nó em nossas cabeças, e conheçamos algumas das obras mais importantes e lidas em nosso querido planeta, segue uma lista (parece bem conceituada) de um livro especialmente sobre este assunto: "50 Clássicos que não podem faltar na sua biblioteca"






terça-feira, 22 de janeiro de 2013

William Shakespeare- " Ser ou não ser, eis a questão."


“O tempo é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que tem medo, muito longo para os que lamentam, muito curto para os que festejam, mas, para os que amam, o tempo é eterno.” 

Foto:Wikipédia.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Orgulho e Preconceito: O filme ou série da BBC?

A coleção da BBC da Jane Austen é composta por 7 dvds divididos em três séries, Orgulho e Preconceito, Emma e Razão e Sensibilidade.  A proposta da BBC era ser o mais fiel possível da obra de Austen, e eles conseguiram.  A série traz diálogos fidelíssimos ao livro, bem como os detalhes em geral. Contudo, o filme é uma adaptação do livro de Austen para o cinema (2005), sendo que três adaptações foram feitas antes em 1940, 2003 e 2004. Obtiveram algumas indicações ao Oscar, Globo de Ouro entre outras premiações. Protagonizado por Keira Knightley (Miss Elizabeth) e Matthew Macfadyen (Mr. Darcy), o filme é belíssimo e possui uma trilha sonora esplêndida. Pergunto-me se é possível responder a minha interrogação inicial: a série ou o filme? Para quem gosta e conhece Pride and Prejudice é bastante difícil, pois são duas produções em que gostamos da essência do que nos apresentam, dos valores demonstrados, tais como união familiar, amor, lealdade, amizade, respeito. Porém, ouso dizer que prefiro o filme, suas paisagens, cenas, música, o conjunto da obra. No filme existe um final alternativo, e realmente não entendo o porquê de não tê-lo colocado no fim, pois é maravilhoso, afinal onde acontece o tão esperado beijo dos pombinhos. Desta forma, já exposta a minha observação sobre o alternativo, explanarei sobre o escolhido, que também tem uma das cenas mais bonitas do filme (minha preferida), quando Mr. Darcy vem ao encontro de Lizzy ao amanhecer.  E quando ela o aceita e diz: “suas mãos estão frias”, e as beija, acredito ser no sentido de cuidado e carinho para com ele. Mas como eu não fiquei muito satisfeita com esta suposição, recorri a internet, e descobri que suas mãos estão frias (Your hands are cold) é uma música da trilha sonora do filme. Agora, o que veio primeiro, se foi a música ou o filme, teremos que descobrir, indeed!




Memórias I


Antes mesmo dos livros que mais gosto atualmente ou de todos que precisei estudar e ler tem um especial que não poderia faltar, um dos primeiros que ganhei, na época em que a maioria dos livros comprados eram enciclopédias como Barsa ou Conhecer (pelo menos na minha casa), tempo este que passou muito rápido e que a internet era uma palavra desconhecida, inexistente em nossas vidas. Para mim, aquele livrinho fazia muita diferença, foi com ele que comecei a gostar de poesia, de leituras, e eu o lia todos os dias, repetidamente, e tenho-o até hoje. Sendo a segunda publicação literária de Cecília Meireles, Criança Meu Amor (1923) foi um livro voltado às crianças, em que Cecília traz lições relevantes, escritas de forma lúdica, especialmente para os pequenos. Sempre permeou os caminhos da educação, com publicações em jornais e fundação da primeira biblioteca infantil do Brasil (1934). Reconhecida no mundo todo, ganhou prêmios e homenagens, sendo convidada para conferências na Europa, Ásia, África e Estados Unidos. Especialmente maravilhosa!

Para o Futuro
- Quando vocês forem grandes...
E a professora perguntou o que nós queríamos ser.
Osvaldo, o menorzinho da classe, respondeu que estudaria medicina, para ser um doutor de óculos e barbas, como o seu papai. E salvaria também todos os doentes...
Adosinda, que é uma pobre menina, ficaria contente se, depois de moça, pudesse coser bem, como a irmã de Elisa, a qual faz vestidos tão lindos!
Elisa queria ser pianista.
Antônio, um pretinho muito engraçado, queria ser cocheiro, para levar um carro numa disparada assustadora por aí afora!
- E tu, meu amor, que disseste tu?
- Eu...disse que queria ser poeta!
- Poeta!...E que disse a professora?
- Que nós poderíamos ser o que fossemos, mas que devíamos, todos, ser homens de bem.
(Ref: Projeto Releitura)


sábado, 19 de janeiro de 2013

Janis Joplin Eterna


Hoje Janis Joplin completaria 70 anos. Desnecessário fazer biografia da grande cantora do acid blues rock de São Francisco. Morreu aos 27 anos e nos deixou uma pequena, mas valiosíssima obra, que tenho certeza brilhará forte nos próximos anos e séculos, face a elevada qualidade  de tudo o que nos deixou.
Herdeira de uma rica tradição de mulheres sofridas (“Ball and Chain”), que traduziram através do blues a melancolia de uma vida amarga, a dor de uma sensibilidade extrema, como Bessie Smith e Billie Holiday.
Janis Joplin tinha ainda uma técnica absurda para o blues e nas últimas músicas gravadas flertava com o jazz (“Pearl”), o que permite concluir que essa seria a sua vertente para as décadas seguintes se sobrevivesse aos excessos. Mas Janis vive.
Ouvia-se Janis no canto dorido e jazzístico de Ammy Winehouse (irmã de copo e substâncias). Há Janis na profundidade árida do fraseado de Adele, na expressão rouca e sentida de Britanny Howard (do Alabama Shakes), e de tantas outras que hoje cantam porque Janis Joplin rompeu as barreiras do blues e do rock, na época notadamente machista, onde ela se fez grande e se eternizou: ouça Summertime e confira o que digo.
Longa vida a Janis Joplin.


Pedro Aujor.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Joan Baez

Certo dia eu estava em casa, distraída (internet, facebook, etc), e de repente, comecei a ouvir uma música que chamou muito a minha atenção, pois parecia um anjo cantando!  Esta foi a primeira impressão sobre ela, e que depois só melhorou! Para quem não conhece Joan Baez, ouça e deixe seu comentário e para quem conhece, diga qual foi a primeira impressão sobre ouvi-la!!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O futuro da indústria da música


Vez por outra escreverei no blog algumas ideias acerca da música de todos os tempos e hoje inicio com o que penso sobre o futuro da indústria da música, como será o mercado e a estrutura de realização e comercialização das obras musicais. O tema é delicado, comporta um zilhão de previsões e obviamente está longe de ser convergente.
Inicio pela arte. Há dois tipos de música: a boa e a ruim, sempre foi assim e sempre será. Pergunto-me o que faz com que Mozart, Beethoven, Bach, e outros mestres da música erudita sejam ainda hoje alvo de estudo e interpretações, duzentos ou trezentos anos depois da obra que deixaram. A resposta é óbvia: qualidade. O que é verdadeiramente bom em matéria de música não encontra a barreira do tempo. Simples assim. Independente da forma de transmissão do áudio, Caruso é “o” tenor, Sinatra é “o” intérprete, Bennet é “o” crooner, Dylan é “o” poeta, os Beatles são “a” banda, e assim por diante. Os exemplos dos que são eternos são muitos e muitos, felizmente. Em todas as épocas sempre teve o “descartável” e o eterno. Daqui há 300 anos haverá um moleque maravilhado com o “Sgt Peppers”, tanto quanto eu há 30 anos atrás ou meu tio em 1968... a arte genuína não tem no tempo o seu valor.
É importante compreender que o que tem começo, meio e fim, não é a arte, é a indústria da arte, ou seja, os que sem criar coisa alguma ganham dinheiro com o que é produzido pelo artista. Não sei quem era o agente de Shakespeare, ou quem agenciava concertos para Mozart, mas esses caras não passaram para a história com qualquer relevância... simplesmente porque a indústria tem o único propósito de ganhar dinheiro. Alguém conhece alguma biografia escrita do Cel. Parker? Não, nem verá, porque Elvis era o artista, e um gênio eterno... Já o agente...
A indústria da música não está preocupada com a música que se faz hoje em dia, se descartável ou eterna, porque nunca esteve! Para a indústria se vende está ótimo; se a tecnologia destruiu os padrões de qualidade, move-se a indústria para o meio digital e ela lá se adapta. Então se por um lado a indústria perverte e corrompe, já que objeto e objetivo é o lucro, por outro lado é graças a ela que nossos filhos e netos terão acesso a música de qualidade de todos os tempos. Pode-se condenar a indústria da música por uma série de coisas, mas ela cumpre seu papel de eternizar o que é bom, e infelizmente tem como efeito colateral propagar o que é ruim e descartável.
Mas qual o futuro?
Do fonógrafo ao Ipod a indústria da música manteve-se (com maior ou menor lucro em cada época) graças à arte produzida de geração em geração. É ela afinal a estrela. Logicamente o futuro da indústria está atrelado ao futuro da música.
Discos não mais se venderão, ponto final, esqueçam. Jobs matou o disco! Vinil ou CD são nos dias que seguem, e seguirão assim, coisas para colecionadores (com artes exclusivas). Gente como eu comprará o meio físico: acima dos 40 anos, que ainda se maravilha com arte gráfica de disco, encartes, informações no papel, qualidade sonora (o que é caro, muito caro...). A quase totalidade das pessoas continuará se valendo da transmissão “virtual” da música, em um processo irreversível de extinção do meio físico. A indústria seguirá isso e será toda virtual, e ali ganhará dinheiro. Músicos e músicas boas e descartáveis continuarão surgindo... e a indústria seguirá faturando.
Se hoje não há mais estúdios que comportem enormes orquestras para gravar 30 ou 40 minutos de música elevada, ajeita-se um seqüenciador vagabundo e grava-se música pobre e vagabunda, all for money... business... (por honestidade ressalvo a “Biscoito Fino”, porque esta comprovadamente mira a qualidade do que lança, e me perdoem se esqueci de alguma outra...).
Quanto aos artistas, é patente que a qualidade musical em si vem decaindo nos últimos anos, e isso se deve à facilidade com que se grava e se disponibiliza, um efeito colateral devastador da tecnologia, permitindo que qualquer débil mental exponha sua “criatividade” pelas redes sociais e youtubes da vida, sem critério ou filtro... o que dá saudades do tempo em que para se gravar um disco o primeiro ponto era o  minimamente qualitativo... mas no meio do lixo surgirão pérolas e gênios, sem dúvida... sempre surgirão.
Talvez não vejamos surgir um novo Deep Purple, um novo Led Zeppelin, um novo Black Sabbath (mestres do bom e velho rock‘n roll), e no Brasil não teremos um novo “Os Mutantes”, um novo “O Terço”, um novo “Jards Macalé”, mas lá fora e aqui surgirão novos mestres e que não gravarão discos, mas deixarão digitalmente suas marcas de qualidade...
Lembremos que nos anos 60s e 70s havia coisas muito ruins também tocando no rádio (em menor quantidade é fato... mas havia) e o que era bom ficou eternizado.
E a indústria? Ora a indústria da música. Essa não perdeu, não perde, e não perderá nunca, seguirá camaleonicamente se ajustando para ganhar dinheiro. Não há mais gravadoras? Não há mais lojas de discos? Não há mais discos? Paciência... sinal dos tempos. O que importa é a arte, e o futuro da arte está garantido, como sempre esteve, graças ao gênio humano que segue nos maravilhando, o artista!


Até a próxima.
Pedro Aujor.

De onde saiu este nome?

Eu não imaginava como era difícil escolher um nome para um blog, porque você chega com um nome todo bonitinho e não dá, sempre tem alguém que já escolheu! Indignada  e achando que todos os nomes legais do mundo já haviam sido escolhidos, resolvi criar meu próprio nome de blog!!!
Peguei minha gramática e na parte de radicais latinos gostei de "loco" que significa lugar e "cultura" significa ato de cultivar, ficando mais ou menos com o sentido de lugar de cultivar cultura!!!

Obs:  Eu já havia feito isto em uma aula de morfologia quando inventei a palavra Beapedes que significa pés da Bea (nossa, agora percebo quanta maturidade tive naquele momento! rs).

Jane Austen – Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice)


Eu não poderia iniciar o meu próprio blog sem escrever sobre uma das minhas autoras preferidas, Jane Austen e também sobre meu livro preferido, Orgulho e Preconceito. Para quem é romântico e gosta de estórias da era Georgiana/Vitoriana é perfeito! Considerada uma obra clássica inglesa, Austen era bastante objetiva e não era de ficar fazendo descrições minuciosas sobre paisagens ou personagens, como era de costume em obras da época. Assim, a leitura de seus livros é muito agradável; além de Orgulho e Preconceito também escreveu Razão e Sensibilidade, A Abadia de Northanger, Mansfield Park, Emma, Persuasão e Lady Susan, mas falarei sobre eles em outro momento.
Voltando ao livro, trata-se de uma estória que tem como cenário a sociedade inglesa do século XVIII em que as preocupações sociais de uma família com cinco filhas eram o casamento! Pois naquela época era o que as moças tinham como objetivo de vida ( lógico que as que não eram ricas, mais preocupação, bem o caso das Bennet)... e aprender piano, cantar, desenhar, eram características indispensáveis de uma boa educação. Elas precisavam arrumar um bom casamento para garantirem seu futuro.  A partir desta ideia que Mrs. Bennet, a matriarca da família, vivia em um estado de nervos, procurando pretendentes para suas filhas.
A estória é cheia de bailes e jantares, onde Austen apresenta um humor irônico ótimo em seus diálogos!  E foi em um desses bailes que Lizzy Bennet e Mr. Darcy se conhecem, e ele muito rico, extremamente preconceituoso, rejeita dançar com Lizzy e a descreve a seu amigo: “É tolerável, mas não tem beleza suficiente para tentar-me”, e ela ouve isso!!!
 Por sorte que Lizzy era bem resolvida e ainda fez piadas sobre o que ele disse, mas todos os familiares tiveram a mesma impressão de arrogância e orgulho de Mr. Darcy. Olha, se dependesse da simpatia dele, acho que eu até não iria mais ler o livro, mas também se eu não terminasse não iria saber o quanto maravilhoso ele é! Brincadeirinha...




Esta é uma versão da coleção Clássicos da Abril Coleções, traduzida por Lúcio Cardoso.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Começar nem sempre é fácil!

Olá pessoal! Esta é a primeira postagem do blog Lococultura! Estamos em fase de preparação! Aguardem! Até mais!