sábado, 19 de janeiro de 2013

Janis Joplin Eterna


Hoje Janis Joplin completaria 70 anos. Desnecessário fazer biografia da grande cantora do acid blues rock de São Francisco. Morreu aos 27 anos e nos deixou uma pequena, mas valiosíssima obra, que tenho certeza brilhará forte nos próximos anos e séculos, face a elevada qualidade  de tudo o que nos deixou.
Herdeira de uma rica tradição de mulheres sofridas (“Ball and Chain”), que traduziram através do blues a melancolia de uma vida amarga, a dor de uma sensibilidade extrema, como Bessie Smith e Billie Holiday.
Janis Joplin tinha ainda uma técnica absurda para o blues e nas últimas músicas gravadas flertava com o jazz (“Pearl”), o que permite concluir que essa seria a sua vertente para as décadas seguintes se sobrevivesse aos excessos. Mas Janis vive.
Ouvia-se Janis no canto dorido e jazzístico de Ammy Winehouse (irmã de copo e substâncias). Há Janis na profundidade árida do fraseado de Adele, na expressão rouca e sentida de Britanny Howard (do Alabama Shakes), e de tantas outras que hoje cantam porque Janis Joplin rompeu as barreiras do blues e do rock, na época notadamente machista, onde ela se fez grande e se eternizou: ouça Summertime e confira o que digo.
Longa vida a Janis Joplin.


Pedro Aujor.

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